O número mais citado é 21 dias, mas isso é um mito: surgiu de uma observação dos anos 1960 sobre pacientes de cirurgia plástica se adaptando à nova aparência e depois foi aplicado erroneamente à formação de hábitos.
Os dados mais sólidos vêm de Phillippa Lally e colegas na University College London: os participantes levaram em média 66 dias para tornar um comportamento automático, mas a faixa foi de 18 a 254 dias, conforme a pessoa e o quanto o hábito era exigente. Beber um copo de água se automatiza rápido; correr todo dia demora bem mais.
O ponto importante: perder um único dia não descarrila o processo de forma relevante — o mesmo estudo constatou que dias perdidos ocasionais não causaram dano mensurável à automatização de longo prazo. O que realmente importa é manter a continuidade, não contar dias. Por isso o Daychain foca em constância sustentável em vez de uma sequência perfeita: quando você perde um dia, ele deixa continuar com créditos de salto e de reparo em vez de reiniciar a corrente, porque o caminho até os 66 dias passa por não desistir no primeiro tropeço.